segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dark Tranquillity: We Are The Void

Com tantos lançamentos interessantes neste ano, um que certamente não poderia passar despercebido, é o novo álbum dos suecos do Dart Tranquillity intitulado “We Are The Void”, lançado no mês de fevereiro. 

“Shadow in Our Blood” abre o disco sintetizando o que vem pela frente. Percebemos logo de cara que a banda resolveu arriscar um pouco mais e investir em mais músicas cadenciadas, algo que já vinha sendo notado nos últimos lançamentos.
 Apesar dessa sonoridade mais cadenciada, ainda temos várias amostras do Dark Tranquillity de outrora com aquelas linhas melódicas e saltos de cordas guiadas por uma linha de bateria mais "bate-estaca" como, por exemplo, nas faixas “The Fatalist” e “I Am The Void”. Um dos pontos altos são as poucas vezes em que o Mikel faz uso de vocais limpos como em “The Grandest Accusation”, “Her Silent Language” e “Iridium” que fecha o álbum com chave de ouro ao longo de mais de seis minutos. Com certeza um disco que mostra o porquê de o Dark Tranquillity ser uma das bandas mais influentes do melodic death Sueco. Um álbum obrigatório para qualquer fã dessa magnífica banda!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Arsis: Starve For The Devil

2010 vem sendo um ano recheado de grandes lançamentos. Várias bandas têm lançado ao longo deste ano grandes álbuns que com certeza devem ter agradado ao gosto dos fãs. Durante este mês eu irei citar alguns álbuns que me chamaram atenção. Começando em ordem cronológica do mês de lançamento.

Pra começar, o primeiro grande lançamento, ao menos o que chamou a minha atenção, foi o quarto disco de estúdio do Arsis, Starve For The Devil, lançado em fevereiro.

“Forced To Rock” abre o disco com um solo de guitarras típico da banda. Uma música realmente diferente de tudo que a banda fez. Com uma pegada de Power metal intensa misturada com melodic death, essa música é realmente surpreende pela sua proposta intencionalmente diferente do estilo da banda. Um clima que se mantém até a terceira música, onde começamos a perceber a sonoridade voltando ao bom e velho “techdead” que todos os fãs amam! Porém, ao que parece, a banda quis tentar algo diferente. Em vários momentos a banda investe em músicas de estruturas relativamente simples, muitas vezes lembrando o melodic death, o que é muito bom por sinal.
Em outros momentos a banda flerta com o thrash metal ’80, como por exemplo, nas faixas “The Tem Of Swords”, “Closer To Cold”, Sick “Perfection”, entre outras. Em “Half Past Corpse O'Clock” notamos o techdeath mais presente, mas ainda com toques que melodic e thrash, um clima que perdura até a ultima faixa do disco, a excelente “Sable Rising”. No geral, o disco é ótimo, acima da média. A produção é impecável e a banda se mostrou bastante inspirada em todas as faixas. Recomendado tanto para os fãs mais antigos da banda quanto pra quem quer ouvir algo novo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entrevista com a banda Spreading Hate

Formada há cerca de três anos, os paulistanos da Spreading Hate vieram para mostrar que Melodic Death de qualidade não é apenas coisa de europeu! Com nítidas influências de bandas do gênero como Children Of Bodom, In Flames antigo,Kalmah, entre outras, eles conseguem mostrar um som maduro, técnico e agressivo sem cair nos clichês do estilo. Apesar do pouco tempo de existência, a banda recentemente lançou o seu primeiro ep, o ótimo Nightfall, de maneira independente no inicio do ano. É sobre esses e outros assuntos que eu falo hoje com o baixista Eduardo Ayres e o vocalista/guitarrista Renan Brito. 


TME: Pra começar, gostaria que falasse um pouco da história da banda. Como surgiu e sob quais motivações a banda nasceu?

Edu: Bom, tudo começou como uma brincadeira entre bêbados (rsrsrs). Em 2004 eu e Jeff começamos a tocar algumas musicas que gostávamos nos finais de semana, só para aprender musicas novas na guitarra e fazer um som. Depois, com a entrada do Bruno Matos na batera, colocamos o nome da banda de Death Unlimited e passamos a tocar musicas do Norther. Escolhemos o Norther por ser uma banda ainda não muito conhecida no Brasil e não queríamos tocar musicas que outras bandas cover já tocavam por aqui. Foi com essa idéia de fazer algo diferente que a Spreading Hate nasceu e, em 2007 com a entrada do Renan nos vocais/guitarra, é que foram surgindo as primeiras composições. Depois de um show em Sorocaba decidimos largar o cover que já estava limitando nosso potencial, ficamos parados por um tempo pra gravar - algo que foi bem difícil, pois gravamos e aprendemos a gravar tudo em casa. O ep ficou pronto em 2009, mas nossa divulgação do Ep foi interrompida com a saída do Bruno da banda. No final de 2009, Lucas entrou e, além de iniciarmos a divulgação/shows do ep, ganhamos uma força ainda maior.

TME: Com tantas bandas hoje em dia que seguem essa linha do “melodeath”, o que vocês acham que diferencia o som da Spreading Hate da maioria?

Edu: A primeira delas que é que somos daqui! O Brasil infelizmente ainda não teve muita evolução neste sentido e, além da Spreading Hate, existem poucas bandas que tocam esse gênero no país... A maioria está em projeto ou está evoluindo bem lentamente. Posso destacar duas bandas que considero as melhores até o moment:  Zilla de Brasília que, junto com o Spreading hate, é a banda que iniciou o estilo no Brasil, e All forms Of Agony de Taubaté - os caras mandam muito bem! A segunda e principal diferença de bandas do exterior é que o Spreading Hate conseguiu criar um som bem único graças à vasta quantidade de influencia que cada um possui.
  
TME: Uma coisa que eu gosto muito de saber é como funciona o processo de composição das músicas. No caso de vocês, há alguém específico responsável pelas composições das melodias e/ou letras, até que ponto cada integrante participa na construção das musicas, etc...?

Edu: o Renan é o talento por traz das composições, todos ajudam, mas a idéia inicial sempre vem dele

Renan: Bom, o Nightfall e as novas foram compostas por mim, instrumental e letras. O que costumo fazer é pedir para o resto da banda detalhar, opinar, concordar ou discordar. O Nightfall foi meio que sem pré-produção, do jeito que eu tinha feito foram gravadas as cinco músicas. Ao mixar o EP nós aprendemos bastante sobre questões de composição, algumas coisas estavam teoricamente erradas, mas mesmo assim, as cinco foram mixadas do jeito que estavam. Agora estamos tomando muito mais cuidado ao pré-produzir as novas músicas, observando cada detalhe para ficar uma ótima mixagem.

TME: A propósito, qual a temática das letras de vocês? Há algum tipo de conceito ou direcionamento que vocês sigam?

Renan: Sentimentos humanos, horror, fantasia, esoterismo, misticismo. Não nos voltamos a apenas um tema, são músicas que vem da alma, podem refletir coisas boas e ruins. São letras do tipo que cada pessoa pode entender de forma diferente.

Edu: Procuramos não colocar Política ou religião no meio das letras essa é nossa principal atenção.

TME: Como um fã de Children Of Bodom que eu sou, é quase que inevitável não fazer algumas comparações. Em diversas músicas há claras influencias do COB do inicio de carreira só que melhorado e sem teclados, sem falar de toques de In Flames de antigamente, Kalmah e algumas coisas de Mors Principium Est no vocal. Essa similaridade com bandas nesse gênero foi algo planejado pra atingir determinado público ou foi algo qua aconteceu naturalmente? E essas comparações chegam a incomodar vocês de alguma forma?

Edu: de forma alguma nos incomoda, muito pelo contrário! Ser comparado com essas bandas é mais que um orgulho para o Spreading Hate, mas como qualquer banda, o inicio é sempre bem influenciado e conforme as coisas andam vai tomando uma cara única. Isso está acontecendo com nossas novas musicas que estão muito foda! Aguardem!

TME: A Spreading Hate, apesar de ser relativamente nova, vem sendo alvo de boas críticas, ainda mais depois do lançamento do ep Nightfall. A que vocês atribuem esse crescimento tão rápido em tão pouco tempo?


Edu: Estamos divulgando o Ep a mais ou menos um ano e conseguimos muito reconhecimento do público e da mídia, creio que isso ocorreu pela sede que muitos brasileiros têm de ouvir Melodic Death de qualidade por aqui.
  
TME: Como tem sido a reação do público ao Nightfall? Correspondendo as expectativas, superando-as...?

Edu: O publico é insano! A galera que nos acompanha tem nos apoiado muito em todos os shows. Recentemente publicamos uns vídeos de shows em São Paulo, quem viu sabe que o Spreading Hate não é pra qualquer um (rsrsrsrs)

TME: Apesar de vocês ainda estarem em plena divulgação do Nightfall, há alguma pretensão de um próximo lançamento? Um álbum full, por exemplo?

Renan: Sim! Isso está acontecendo agora! Estamos arrumando as coisas para o início das gravações do nosso álbum, pretendemos lançar alguns materiais muito melhores em 2011 e nossas musicas novas estão em um nível muito maior que do nosso ep. Tenho certeza que todos vão gostar!

TME: Sabemos que hoje em dia, a melhor forma de divulgação pra bandas independentes é a internet. Mesmo assim, vocês optaram por fazer o lançamento de matrial físico. Vocês acham que ainda é viável investir em lançamento de cd, ep, singles, etc?

Edu: Sem duvidas a internet tem sido o principal canal de divulgação das bandas independentes atualmente e tem nos aberto algumas portas importantes para nossa divulgação. Além de disponibilizar o Ep completo para Streaming no Myspace, fizemos 200 copias físicas do Ep com encarte, letras fotos e o cd prensado de ótima qualidade. Para aqueles que nos apóiam, ter um material físico em casa é gratificante. Não ganhamos nada com a venda dos Eps, pois o gasto com tudo foi maior, mas não ligamos para lucro, queremos mesmo é fazer um trabalho bem feito pra quem nos admira e apóia nosso som.

TME: Ainda falando sobre divulgação online, esta semana eu vi o ep da banda pra download num blog. Como vocês encaram essa questão do download sem autorização da banda e como fazem pra lidar com isso?


Edu:  Na realidade o Download do Ep foi disponibilizado pela própria banda para todos que quiserem conhecer nosso som. Sabemos que o mercado musical não é dos melhores - principalmente no Brasil - e creio que devemos saber lidar com tudo isso para conseguir algum retorno positivo. Nosso Ep foi criado com a intenção de divulgar nosso material e quanto mais se espalharem esses downloads, mais gratos ficaremos J

TME: Pra finalizar, gostaria de saber quais os planos da banda para o próximo ano e o que podemos esperar da Spreading Hate em 2011?

Edu: 2011 promete ser o ano mais promissor da banda, com o lançamento do nosso novo material e shows muito importantes dentro e fora de são paulo sendo agendados. Pretendemos divulgar nosso som e ter o contato com a galera do Brasil todo! Vamos mostrar que não estamos pra brincadeira, você que acompanha nossa banda acompanhe as novidades que em 2011 vamos destruir tudo por aí!

TME: Muito obrigado pela entrevista. O espaço é  todo de vocês.

Edu: Quero agradecer a oportunidade desta entrevista e todos que tem acompanhado a banda. Como sempre digo nos shows: quem faz o cenário nacional evoluir são vocês!

Renan: Muitíssimo obrigado pela entrevista, Julio! É um prazer e uma satisfação! O Spreading Hate é muito grato pelo suporte! Até a próxima! 

A Spreading Hate é:

Renan Brito (Vocal e Guitarra)
Jeff Hita (Guitarra)
Eduardo Ayres (Baixo)
Lucas Cassero (Bateria)


Pra quem quiser conhecer melhor o som dos caras, taí o link: 

sábado, 13 de novembro de 2010

Zombie Walk Salvador!


Bem... estou meio atrasado pra falar do assunto mas... antes tarde do que nunca! =P


No dia 30 de outubro aconteceu o 4° Zombie Walk Salvador! Pra quem ainda não conhece e não sabe do que se trata, eu irei elucidar um pouco as coisas.

Zombie Walk consiste em um movimento organizado por um grupo de pessoas que se vestem de zumbis e saem caminhando ou correndo por grandes centros urbanos. Geralmente organiza-se uma rota através das ruas da cidade, passando por lugares de grande movimento como shoppings, parques e outros locais com grande público. O evento é divulgado via internet ou através de flyers e/ou cartazes de maneira totalmente independente.

Mas, onde diabos começou tudo isso? - Você, leitor desavisado, deve estar se perguntando agora.

Bem... a primeira Zwalk (como eu gosto de chamar) de que se teve notícias ocorreu em outubro de 2003 na cidade de Toronto, no Canadá, com apenas 6 zumbis. Porém, a iniciativa obteve grande repercussão (como todos sabem). Em 27 de Agosto de 2005 ocorreu a primeira Zwalk em grande escala, na cidade de Vancouver, com mais de 400 zumbis caminhando por mais de 35 quadras no centro da cidade! 

A primeira Zwalk realizada no Brasil foi em Belém, em 29 de outubro de 2006. A partir daí os zumbis invadiram todo o território nacional!

Hoje em dia estão sendo organizadas outras Zwalks pelo mundo todo em diversas cidades, como São Francisco, Montreal, New York, Sydney, e poraí vai.

O sucesso do evento é tanto que em 2010, na capital portuguesa, Lisboa, contou com a presença de nada mais nada menos do que George A. Romero, o mais lendário e aclamado realizador de filmes de zumbis!!!


Dito isso, chegamos à 2010, no 4° ano de Zwalk aqui na terra do axé! Esse foi o primeiro ano que eu pude acompanhar e, apesar de não estar devidamente caracterizado, acompanhei todo o percurso com os Zombies! Foi realmente muito interessante e divertido, posso afirmar. Se não me falha a memória, foram cerca de 80 zombies caracterizado e mais dezenas de espectadores. Algumas maquiagens foram muito bem feitas e ficaram bem legais também... Tinham até algumas crianças vestidas de zumbis, o que prova que pra ser um "brain eater" não tem idade!

Reuni aqui algumas fotos tiradas por participantes do evento e por mim mesmo dos melhores zumbis em minha opinião.

                  uma das mais performáticas do evento...

              você pode ser um brain eater não importa a idade!

         "E aih, gatinha... vamos fazer uma necrofilia?"
            ---a melhor cantada pra uma zumbi--- =P
    vantagens de ser um zumbi: você não vai mais se preocupar com câncer!

                braaaaaaaaaaaaaaiiinnns!!!











               Volte sempre!


Como vocês puderam ver, o evento foi bastante "badalado"! Ano que vem eu irei, provavelmente, engrossar a fileira Zombie! 
A propósito, na minha opinião, bem que poderia rolar mais vezes... ao menos seria uma forma de atingir uma maior quantidade de zumbis... talvez 2 vezes por ano seria o suficiente...
Enfim... apenas sugestão! No mais, o Zwalk Salvador foi muito, muito bom!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mártir ou Símbolo político...?

Há um certo tempo toda a mídia ao redor do mundo estava fazendo homenagens ao falecido ex-Beatle John Lennon, comemorando o dia em que ele completaria 70 anos. Até mesmo o google e o Orkut também prestaram suas homenagens... Vendo isso, surgiu uma enorme interrogação na minha mente: Com tantas pessoas que já fizeram algo realmente notório, com tanta coisa acontecendo no mundo... qual o sentido de todo este circo armado ao redor do "mítico" ex-Beatle?
Foi quando, como por obra do destino, encontrei em um blog um texto que me chamou atenção. Irei postar alguns trechos e o link da matéria completa no final.

Comemoração dos 70 anos de John Lennon: as santidades seculares

Nos dias que se passaram, vimos, pela mídia inteira, comemorações pelo 70º aniversário de John Lennon. Clipes, imagens emociantes e glorificação do ex-Beatle foi algo recorrente em várias matérias. Até o Google e o Orkut andaram fazendo suas homenagens ao cantor.
Mas a pergunta que fica é: existindo tantas figuras importantes, por que dar atenção especial a uma alguém como John Lennon? Pense: qual foi a contribuição efetiva que John Lennon deu ao mundo? Tirando uma coisa aqui e ali na música, a resposta é: nenhuma.
Então qual motivo poderiamos atribuir a uma reação que parece exagerada a um simples músico?
(...)
Nenhuma ideologia sobrevive sem que seja feita a propaganda de pessoas que são MODELO dessa vertente de pensamento. E John Lennon se encaixa PERFEITAMENTE na ideologia mais tendente da mídia “liberal”.
Será? Peguemos agora a letra da música Imagine, pela qual Lennon é lembrado quase sempre:
Imagine que não exista nenhum paraíso,
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós,
Sobre nós apenas o firmamento.
Imagine todas as pessoas
Vivendo pelo hoje…
Imagine que não exista nenhum país,
Não é difícil de fazer.
Nada porque matar ou porque morrer,
Nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz…
Imagine nenhuma propriedade,
Eu me pergunto se você consegue.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome,
Uma fraternidade de homens.
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo.
Você talvez diga que sou um sonhador,
Mas eu não o único.
Eu espero que algum dia você junte-se a nós,
E o mundo viverá como um único.
Quais as propostas da música? As seguintes:
  • (1) Crença ingênua no homem (como fim da “ganância” e similares);
  • (2) Eliminação da religião;
  • (3) Fim da soberania estatal;
  • (4) Fim da propriedade privada;
  • (5) Novo modelo de sociedade em uma “fraternidade” entre os homens, baseada nos quatro pontos acima;
E o que é isso senão uma mistura de globalismo, humanismo secular e socialismo?
Aliás, como se cara de pau do John Lennon pode vir falar de “sem propriedade privada” se ele era um dos maiores MILIONÁRIOS do mundo da música?
A pergunta que faço é: se Lennon, conservando as outras variáveis (participação em uma banda gigante, morte precoce – quase como “mártir”), fosse um vigoroso defensor do porte legal de armas, da repressão ao tráfico de drogas, um defensor da liberdade de mercado e um fervoroso apologista do Cristianismo, esse mesmo pessoal que o está glorificando daria a mesma atenção a ele?
A mesma coisa para as comemorações dos 200 anos de Darwin: se fosse apenas pelo aspecto científico, não fariam a mesma comemoração para tantos outros? (...)
O próprio Galileu teria seus dedos e dentes expostos como verdadeiras relíquias de santos se não fossem um grande número de boatos e mal-entendidos que o colocam como “iluminado” lutando contra o “obscurantismo” medieval? (...)
Mais do que “grandes nomes da humanidade”, eles são símbolos POLÍTICOS de certos grupos que ocupam espaços na mídia, nas universidades e no resto.
E é sob essa perspectiva que poderíamos entender a super-valorização de personalidades como John Lennon.
A comemoração midiática do aniversário de 70 anos do ex-Beatle, mais do que uma homenagem proporcional à uma obra musical, demonstra um reflexo do pensamento “moderninho” que escolhe seus heróis como os cristãos escolhem seus santos.





quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Entrevista com Stefanie Schirmbeck da banda Holiness

Oriunda da cidade de Erichim no Rio Grande do Sul, a banda Holiness teve seu embrião formado em 2006, de maneira descompromissada, apenas como um projeto de voz e violão com Stefanie e Cristiano. Mas, conforme as primeiras composições tomavam forma, em 2008 a Holiness surge oficialmente como uma banda. Atualmente em divulgação de seu primeiro álbum "Beneath The Surface", produzido por Aquiles Priester (Hangar), a banda vem se destacando pela sonoridade bastante distinta, quebrando velhos paradigmas que rodeiam bandas com vocal feminino. Hoje conversamos com a vocalista Stefanie Schirmbeck que nos contou um pouco mais sobre a história da banda, os planos para o futuro e muito mais!


TME: Para iniciar, como de costume, gostaria que nos contasse um pouco mais da história da banda para aqueles que ainda não conhecem.

Stefanie: Olá TME! Holiness começou como um projeto a dois (Cristiano e Stefanie), tínhamos apenas composições em voz e violão. Guardamos essas músicas até termos o suficiente para um álbum, e então chamamos o Fabrício e o Hércules para trabalharem nos arranjos. E assim começou a banda.

TME: Um grande problema quando se fala em metal com vocal feminino, é a similaridade com bandas como Nightwish, After Forever, Tristania, entre outras... Porém, nesse sentido, a Holiness consegue se destacar pela personalidade tanto na sua voz, quanto na música em si. À que vocês atribuem essa diferença? Esse diferencial foi algo pensado desde o inicio da banda?

Stefanie: Obrigado! Acho que nada foi planejado nesse sentido, aconteceu naturalmente, primeiro porque nenhuma dessas bandas citadas acima são influências diretas pra nós, ouvimos muitas bandas que ninguém imagina! E, claro, ninguém quer mais uma banda igual a tantas outras, certo? Não acrescenta em nada.

TME: Outro grande problema em algumas bandas com front women é o preconceito por parte de algumas pessoas. Pelo fato de julgarem primeiro a aparência e esquecer o foco principal que é a música. Isso também rola ou já rolou com vocês?

Stefanie: Ah, posso te dizer que muito pouco, ainda bem! A aparência não é o nosso foco principal, e isso reflete no comportamento das pessoas. Procuramos não colocar isso em primeiro lugar. E quanto ao preconceito, nunca rolou, pois tantas bandas com vocal feminino já abriram caminho e graças a elas hoje nós mulheres somos respeitadas no meio.

TME: Com uma sonoridade tão distinta, surge a curiosidade de saber o que influencia isso. Então, quais as bandas que servem de referência pra Holiness?

Stefanie: Bom, vamos lá! Posso te dizer o que ouvimos mais hoje em dia e na época em que as músicas surgiram: Ozzy Osbourne, Avenged Sevenfold, Guns’n’Roses, Evanescence, Lacuna Coil, Dream Theater, U2, entre outras.

TME: Uma dos fatores que chamam a atenção também na sonoridade da banda é a estrutura relativamente simples, que torna a audição das músicas mais agradável. Sem falar dos riffs com distorção mais crua que dá um tom mais agressivo. Como vocês fazem pra equilibrar tudo isso na hora de compor? Há algum tipo de preocupação em manter um padrão ou uma linha?

Stefanie: Nossa intenção foi unir vocal feminino com guitarras pesadas. O peso sempre foi primordial para nós, essencial mesmo. Todas as músicas têm como foco principal a melodia do vocal, em torno disso todo o restante foi construído.

TME: Apesar do pouco tempo de existência, vocês estrearam em grande estilo com o ótimo "Beneath The Surface" que foi produzido por Aquiles Priester (Hangar) e mixado e masterizado por Tommy Newton, no famoso estúdio alemão Area 51. Como foi a experiência de trabalhar com essas pessoas e o quão importante foi esse contato e a produção de Aquiles Priester? O resultado final correspondeu às expectativas de vocês?

Stefanie: Foi muito legal no sentido de abrir muitas portas e principalmente nos fez ver tudo com outros olhos, tanto em termos de produção quanto em relação à cena musical.
O Tommy Newton é um cara espetacular, trabalhamos com ele na mixagem do álbum e ele nos atendeu em tudo que foi possível. Foi muito gratificante. Através dessas pessoas também conhecemos o Adair Daufembach, que foi essencial na produção e gravação do Cd.

TME: Falando nisso, como se deu o contato com Aquiles?

Stefanie: Ele foi fazer um workshop em Erechim-Rs, cidade da banda, mostramos a ele nosso material, e ele demonstrou interesse em produzir.

TME: Há algum tempo você fez uma participação na gravação da música e do clip de “Dreaming Of Black Waves” da banda Hangar. Vocês acham que isso pode ter influenciado de alguma forma pra que a banda se tornasse um pouco mais conhecida?

Stefanie: Não sei te dizer até que ponto isso é verdade, pois estamos trabalhando muito na divulgação de nosso álbum e até hoje poucas pessoas me associaram ao Clip do Hangar.

TME: Recentemente vocês se mudaram pra São Paulo. O que fez vocês tomarem essa decisão e como isso vem influenciando nas atividades da banda?

Stefanie: Nos mudamos pela necessidade mesmo, em São Paulo tudo acontece, se ficássemos em Erechim a banda demoraria mais tempo para alcançar nossos objetivos. Hoje em dia estamos consolidando nosso nome, tocando em São Paulo e divulgando nosso trabalho.

TME: Concluindo, gostaria de saber quais os próximos passos da banda a partir de agora? Quais os planos para o futuro da Holiness?

Stefanie: Em breve lançaremos um web single, e mais pra frente, outro álbum. Estamos por enquanto trabalhando na Divulgação do “Beneath the Surface”, que ainda é recente.

TME: O The Mind’s Eye agradece a vocês pela entrevista e deseja muito boa sorte nesta nova fase que a Holiness se encontra. O espaço é todo de vocês.

Stefanie: Obrigado a vocês do The Mind´s Eye pela oportunidade e pelo espaço!!
Muito legal a iniciativa de vocês em apoiar e divulgar novas bandas!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Entrevista com a banda Mr.Ego

Natural da cidade de Monte Azul Paulista, interior de São Paulo, a banda Mr.Ego foi formada em 1995 pelos irmãos Julio Vieira (vocal) e Paulo André (baixo). Contando com diversos singles e dois álbuns full, a banda vem acumulando experiência, ganhando cada vez mais espaço ao longo dos anos e obtendo ótimas críticas nos principais sites e revistas especializadas, não só no Brasil, como também em países como Argentina, Estados Unidos, Alemanha, França, Chile, Itália e muitos outros. Contanto com Júlio Vieira (voz), Iuri Nogueira (guitarra), Igor Nogueira (teclados), P.A Vieira (baixo) e Alexandre Zanetti (bateria), atualmente a banda encontra-se em divulgação do ótimo álbum “Mythology” lançado no inicio de 2009 pela Free Mind Media. Hoje eu falo com o baixista PA Vieira, que concedeu esta entrevista exclusiva ao The Mind’s Eye!


TME: Apesar de ser uma das perguntas mais manjadas e chatas de serem respondidas, é inevitável não fazê-la. Então, para deixar os leitores que ainda não conhecem bem a história da banda a par de tudo, nos diga: como surgiu a banda, quais foram as principais influências e o porquê do nome “Mr. Ego”. Alguma referencia a música do Helloween?

PA: A banda surgiu em 1995. Eu tive a idéia de montar e falei com meu irmão ( Júlio – Vocalista ) e ele topou na hora. O nome sim tem relação com a música do Helloween.
O cd Master Of The Rings havia acabado de sair, e queríamos um nome curto e fácil de lembrar. E sempre brincávamos entre nós: “A música ficou legal, porque a letra é minha”; e outro falava: “Não é boa porque a melodia é minha”. Então decidimos por esse nome.

TME: Sabe-se que a banda, inicialmente, tinha uma proposta musical mais voltada para o Hard Rock. Hoje em dia a banda segue mais voltada para o metal melódico e progressivo, influência ainda mais acentuada no álbum “Mythology”. Que fatores contribuíram mais para que a banda seguisse este direcionamento?

PA: Realmente, mas isso era por causa dos ex-integrantes. Sempre ouvimos todos da banda, e, conforme foram mudando, as influências também foram. Mas o som que realmente gostamos é o atual.
O Mythology já está mais na linha do prog, devido ao Iuri (guitarrista). Ele que fez todas as músicas e é um grande fã de Dream Treather e bandas desse tipo, então acabou saindo assim naturalmente.

TME: Como funciona o processo de composição de vocês? Há alguém especifico na banda responsável por compor as melodias, letras, etc. ou todos participam igualmente?

PA: Normalmente as músicas são feitas pelo Iuri, mas vamos mexendo. As melodias são mais com meu irmão e as letras todos fazem. Somos uma banda democrática. Nada é imposto e todos podem e devem opinar.

TME: Sabemos que hoje em dia, devido à popularização dos downloads e o compartilhamento de dados na internet, a indústria fonográfica enfrenta uma crise que parece não ter fim. Qual a opinião da banda em relação a isso e como vocês fazem pra lidar com esta situação?

PA: Infelizmente parece ser um caminho sem volta. A net ajuda na divulgação, mas por outro lado, atrapalha as gravadoras que estão quebrando e com isso deixando de investir em novas bandas, e os custos de gravação e lançamento de um cd é bem alto. Hoje em dia onde vendemos mais CDs são nos shows, direto com a banda.

TME: Agora gostaria de saber um pouco mais sobre o ultimo lançamento da banda até o momento, o álbum Mythology, que foi tão bem comentado pela crítica especializada. Gostaria de saber como foi todo o processo, como surgiu essa idéia de falar da mitologia grega?

PA: Está sendo muito bem aceito, recebemos só elogios até agora. Levamos mais de 1 ano desde o início das pesquisas, composição e gravação. Sempre gostei de Mitologia Grega e tinha essa idéia fazia um tempo e decidimos fazer. No início pensei em fazer um cd duplo, mas os custos seriam bem maiores, então optamos por um cd simples com os principais deuses. As músicas estão em uma ordem cronológica, tem ligações entre elas, foi bem trabalhoso, mas gostamos do resultado final, e esperamos que todos também tenham gostado.

TME: Ainda falando do Mythology, como tem sido a aceitação do público em geral?

PA: Muito bem aceito. Só elogios até agora. Ainda bem né?! hehe

TME: Apesar de vocês ainda estarem em processo de divulgação do Mythology, há planos para mais um álbum? Há algo que possa nos adiantar?

PA: Já estamos começando a compor o novo cd. Já temos algumas coisas em andamento. Ainda é cedo para dizer algo, mas deve vir na mesma linha do Mythology, só um pouco mais trabalhado, mais prog.

TME: Finalizando, eu gostaria de saber quais os planos da banda pra 2011?

PA: Continuar com a Mythology Tour, tocar no maior número de cidades possíveis e começar de fato a composição do novo cd.

TME: Gostaria de agradecer pela entrevista e deixo o espaço para suas considerações finais.

PA: Muito obrigado pelo espaço e gostaria de agradecer todos os fãs baianos que sempre nos deram força e pedem nosso show em Salvador. Espero que em breve, muito breve possamos fazer esse show. Com certeza será um imenso prazer para nós,encontrar todos.
Nos vemos na estrada !!!! Forte abraço á todos!!!!!


Links:

Myspace
  
Site

Link da comunidade Oficial no Orkut.

sábado, 23 de outubro de 2010

Terminal - Tree Of Lie

Pra desviar um pouco o foco dos assuntos políticos e polêmicos, hoje irei fazer uma resenha musical.


Há alguns dias, numa das minhas procuras por novidades, acabei encontrando esta banda que, até onde sei, é completamente desconhecida.
Apesar de não ser um tipo de som que vai agradar a todos, devo dizer a música da banda Terminal foi uma grata surpresa. Após a primeira audição do álbum de estréia, “Tree of Lie”, eu já estava cantarolando trechos de algumas musicas.

Com influencias que vão de Dream Theater, passando por Pain of Salvation, Genesis e chegando até o Killswitch Engage, a banda Terminal mostra um som maduro e muito cativante. Com melodias muito bem compostas e muito feeling, eles conseguem passear tranquilamente por diversos gêneros musicais entre eles o pop, r’n’b e jazz sem perder a “pegada”. Apesar de ter algumas passagens complexas dignas das bandas progressivas que os inspiram, as suas músicas não deixam de ser acessíveis e interessantes.  
Arrisco-me a dizer que “Tree of Lie” é um dos melhores lançamentos do ano e se a banda continuar seguindo esta linha, certamente dará muito que falar!
Logo após a intro “The Beginning”, somos presenteados com a ótima “Afterlife” que mostra logo de cara a que a banda se propõe. Com um ótimos riffs e cheia de groove, “Afterlife” consegue sintetizar bem o que vem pela frente. Logo em seguida temos a magnífica “Mind Destruction” que pode facilmente se tornar um hino da banda. Com linhas vocais muito bem compostas e um refrão mega-pegajoso, esta música já se tornou a minha predileta!  Riffs pesados, Baixo marcante, solos belíssimos e Teclados muito bem feitos, com certeza esta música vai ganhar muita gente logo na primeira audição! “Togheter Apart” começa suave com violões e vocal feminino recitando algumas palavras e em seguida as guitarras vêm fazer sua parte! Mais uma vez a banda consegue se mostrar muito versátil com uma queda brusca no andamento passando de pesadas guitarras distorcidas para violões dando um clima totalmente diferente a música no refrão. Em “Behind The Mask”, temos uma ótima abertura com riff intenso e logo em seguida um vocal com aquela pegada Funk e um ótimo refrão. “Brand New Sin” traz uma pegada mais Stoner com algumas passagens vocais lembrando Nickelback, uma ótima faixa também. “Deep Inside” vem marcar como a balada do disco. Com um inicio muito interessante com sax e piano, esta é a música que mais mostra o quanto a banda é versátil e ousada! “The Maze” e “Evil Machine” retomam o andamento do disco com ótimos riffs e muitas partes cadenciadas com direito a um ótimo solo de Baixo em “Evil Machine”. A penúltima música e faixa-título do álbum, “Tree of Lie”, mostra-se um dos pontos altos do disco com bastante groove e riffs interessantes. “Game of War” e a instrumental “The End” finalizam o álbum em grande estilo.
Um belíssimo álbum de estréia que com certeza vai lançar a banda a grandes expectativas! Confiram por que vale muito a pena!

Site oficial

Terminal é:

Daniel Moszczynski (vocal)
Daniel Grupa (keys)
Patrick Zukowski (guitar)
Greg Dziamka (drums)
Bartek Pietsch(bass) 

Jack Rychly (guitar)