sábado, 9 de abril de 2011

A História do Melodic Death Metal: principais bandas

At the Gates


At the Gates é uma banda sueca de death metal melódico, de Gotemburgo, Suécia, que muitos acreditam ter tido grande influência sobre o gênero. Originalmente formada em 1990, com o fim da Grotesque, a banda combinava a velocidade e agressividade do thrash metal com a crescente cena death metal em Gotemburgo, Suécia, criando um som único. Inicialmente ativa de 1990 a 1996, a banda voltou em 2007 para uma turnê de reunião antes de se separar novamente em 2008. Em dezembro de 2010, eles se reuniram novamente.
Eles são parte da "New Wave of Swedish Death Metal" que inclui bandas como In Flames,Dark Tranquillity, Hypocrisy e Soilwork, entre outras. A banda também influenciou bandas modernas americanas de Metalcore, como Darkest Hour.
The Red in the Sky Is Ours (1992)
O At the Gates foi formado em 1990 pelos ex-membros da banda de death/black metal Grotesque. Eles gravaram um EP de estreia, Gardens of Grief, para a gravadora Dolores, e venderam cassetes, vinis e camisetas para promover a gravação. O EP levou a gravadora de metal Peaceville Records a assinar com a banda, e eles lançaram seu primeiro álbum completo, The Red in the Sky Is Ours, em 1992, um álbum com um som eclético, com arranjos neo-clássicos incluindo um solo de cordas.
Em 1994, o At the Gates lançou seu terceiro álbum de estúdio, Terminal Spirit Disease, que foi saudado como um álbum de sucesso. Ele continha apenas seis canções novas, mas mostrou que o som da banda tinha progredido imensamente em apenas um ano, em termos de reprodução e produção.
A banda continuou fazendo turnês e em 1995 lançaram seu álbum mais bem sucedido comercialmente e criticamente, Slaughter of the Soul, pela Earache Records. Este álbum firmemente enraizou a banda como um dos líderes da cena do metal sueco e foi rotulado como um álbum de referência no som de Gotemburgo pela AMG.
A banda recebeu atenção internacional para o álbum, ganhando-lhes uma turnê nos EUA e alta rotação do videoclipe de "Blinded by Fear" na MTV nos Estados Unidos, mas apesar deste sucesso internacional, os irmãos Björler saíram em 1996. Os membros restantes decidiram que seria impossível continuar sem eles, assim que a banda se separou.

"Blinded by Fear"

Quando o At the Gates se separou em 1996, o baterista Adrian Erlandsson, o baixista Jonas Björler e o guitarrista Anders Björler formaram a banda The Haunted. Tomas Lindberg já trabalhou com diversas bandas, incluindo Skitsystem, The Crown, Lock Up e Nightrage e está atualmente na banda The Great Deceiver e no Disfear. Adrian Erlandsson saiu do The Haunted para se juntar ao Cradle of Filth. Em 2001, a Peaceville Records lançou uma retrospectiva do At the Gates chamada Suicidal Final Art.
Em 18 de outubro de 2007, o At the Gates anunciou vários shows de reunião para meados de 2008, incluindo o Getafe Electric Festival, o Roskilde Festival, o Ruisrock, o Wacken Open Air, o Graspop Metal Meeting, o Sweden Rock Festival, o Gods of Metal, o Hellfest Summer Open Air, o Castle Festival e o Bloodstock Open Air, bem como uma turnê para o Japão com o The Dillinger Escape Plan, o Into Eternity, o Pig Destroyer e o Mayhem em maio de 2008.
Anders Björler comentou na reunião:
Bem, parecia o momento certo de uma vez. Temos vindo a falar de uma possível reunião há anos, mas esta foi a primeira vez que tudo se encaixou. Para mim, pessoalmente, sente-se como a obtenção de encerramento. A separação de mais de dez anos atrás foi abrupta e deixou uma vibe ruim entre a gente que levou anos para superar. Temos um relacionamento melhor hoje e uma abordagem mais descontraída sobre quem nós somos e o que fazemos. É o momento certo para se reunir e tocar em alguns shows. Tente pegar-nos ao vivo no verão de 2008. Essa poderá ser a sua última chance.
Quando questionado em outubro de 2007 se a banda estava planejando escrever um novo álbum, Lindberg respondeu:No website oficial da banda, Björler declarou que "seria inútil lançar algo mais do que dez anos após Slaughter of the Soul" e "só iria desapontar as pessoas."
Nenhuma nova gravação será gravada. O legado de Slaughter of the Soul permanecerá intacto. Seria divertido escrevermos juntos, mas não sob o nome de At the Gates.
Ao longo de julho de 2008, eles fizeram turnês nos EUA e no Canadá no que foi apelidado de "Suicidal Final Tour", e tocaram em seu último show do Reino Unido no Bloodstock Open Air no domingo, em 17 de agosto de 2008. Eles terminaram seu último show em Atenas, Grécia, com o convidado The Ocean Collective em 21 de setembro de 2008.
A performance da banda no Wacken Open Air em 2008 está disponível no The Flames of the End, que também incluí clipes de canções de outros locais e um documentário que cobre a reunião na íntegra.
Em dezembro de 2010, a banda anunciou uma segunda reunião em sua cidade natal, Gotemburgo, na Suécia, onde se apresentarão no Metaltown de 2011. Depois desse mês eles anunciaram que iriam se apresentar no Bloodstock Open Air em Derbyshire, Inglaterra.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/At_the_Gates

A História do Melodic Death Metal: principais bandas

Como já foi dito no post anterior, o Death Metal Melódico é um subgênero do Death Metal. 
Como o nome sugere, ele apresenta mais ênfase na melodia e técnicas harmônicas, tendo uma presença mais ativa de solos na guitarra do que seu gênero-mãe, o Death Metal. Musicalmente, é um resgate do NWOBHM ou uma incorparação dos riffs mais "melódicos" do Doom/Death metal, acelerando-os. Também é evidente o uso de blast beat na bateria, por conta do ritmo e do compasso nas músicas. Muitas bandas fazem uso do teclado, como Children of Bodom, Insomnium, Kalmah, Norther e Mors Principium Est. Muitas bandas usam o vocal limpo nos trechos de algumas músicas, ao invés do vocal gutural ou rasgado em todas elas, a exemplo de Soilwork, Disarmonia Mundi, Scar Symmetry, Solution .45, Persefone e Deadlock, etc.

As bandas percursoras desta variação do Death Metal foram Carcass, Dismember, Desultory, Eucharist, Edge of Sanity, Ceremonial Oath, At the Gates, In Flames e Dark Tranquillity.

A partir de agora iremos falar um pouco mais sobre algumas bandas, sua história e sua importância da difusão deste sub-gênero do Death Metal. Em primeira instância, iremos citar as primeiras bandas reconhecidas como pioneiras no Melodeath começando pelo At The Gates.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A História do Melodic Death Metal e as principais bandas do gênero

A Partir das próximas semanas o blog The Mind's Eye, publicará uma série posts focados no Death Metal Melódico, ou ainda, Melodic Death Metal ou Melodeath, como preferir. Esta idéia surgiu de uma conversa com um amigo de São Paulo que é tão fã do sub-gênero quanto eu, o André, que (assim como eu) faz parte da comunidade do Scar Symmetry como um dos fãs mais ativos.
O principal objetivo desse "projeto" é agregar conhecimento a quem se interessar e tornar conhecidas as bandas que fizeram e ainda fazem a história do melodic death e também aquelas que não tiveram o devido reconhecimento por motivos de força maior.
Neste primeiro post que serve como introdução aos outros que virão, eu irei falar um pouco do gênero, onde surgiu e as principais bandas que o tornaram conhecido, entre outras coisas. Então, vamos ao que interessa!


Características

O Death Metal Melódico, do inglês Melodic Death Metal ou Melodeath, é um sub-gênero do Death Metal (dãããã). Como seu próprio nome sugere, ele traz uma sonoridade mais melódica (dãããã), ou seja, dá mais ênfase na melodia e técnicas harmônicas. Uma das principais características do Melodeath é a maior incidência de solos de guitarra do que seu gênero-mãe.
At The Gates
Algumas bandas fazem uso também de linhas de teclado e muitos dos vocalistas cantam com vocal "clean" (limpo) em alguns trechos das músicas, não se limitando apenas  ao vocal gutural ou o "rasgado". Bandas como Carcass (nos discos Heartwork e Swansong), Dark Tranquillity e In Flames, são creditados como os difusores do sub-gênero no mundo, porém, os suecos do At The Gates são considerados os verdadeiros precursores do Melodic Death Metal.

História


Dark Tranquillity
Acredita-se que o Death Metal Melódico originou-se na cidade sueca de Gotemburgo, o que fez com que alguns apelidassem o sub-gênero como "Gothemburg Metal". Muitas bandas que surgiram nesta cidade aderiram ao estilo e contribuíram grandemente na divulgação do mesmo. As bandas mais conhecidas provindas de lá são: In Flames, At the Gates e Dark Tranquillity.
Durante a Década de noventa, o Melodeath expandiu-se por toda Escandinávia e atingiu grande popularidade na Europa, mais especificamente no norte Europeu. E é dessa região, que vem surgindo nos ultimos anos a grande maioria (e porque não dizer as melhores) das bandas do Death Metal Melódico, sendo que as mais importantes tem como terra-natal a Suécia e a Finlândia. Nos ultimos anos, proveniente da Finlândia, saiu uma nova onda de bandas de Melodic Death, com um som característico desse país, com muitas bandas combinando este sub-gênero com Power Metal. Entre os destaques estão bandas como: Children of Bodom, Insomnium, Kalmah, Mors Principium Est, Norther, Eternal Tears of Sorrow, entre outras.


Então é isso!!! Aguardem as próximas matérias onde iremos falar um pouco mais sobre as principais bandas do Melodic Death Metal. Fiquem ligados!!! 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Qual o motivo da falta de grandes shows na Bahia?

Bem... já faz um longo tempo que não posto nada aqui no blog. Infelizmente alguns assuntos urgentes me tomaram o tempo, mas, enfim, estou de volta!
O assunto que pretendo abordar aqui já ficou bem explícito no tema do post. Então, sem mais delongas, vamos nessa!


Como todos já devem estar cansados de saber, todos nós baianos, em especial soterapolitanos, temos essa carência no quesito shows de rock/metal de grande porte. Nosso estado é passagem obrigatória pra maioria dos turistas, 'Salvador é uma metrópole nacional com mais de 2,6 milhões de habitantes, sendo a cidade mais populosa do Nordeste, a terceira mais populosa do Brasil e a oitava mais populosa da América Latina. Salvador é também sede de importantes empresas regionais, nacionais e internacionais. Foi em Salvador onde surgiu a Odebrecht, que, em 2008, tornou-se o maior conglomerado de empresas do ramo da construção civil e petroquímica da América Latina. Além de empresas, a cidade sedia também muitos eventos, organizações e instituições, como a Universidade Federal da Bahia (melhor do Nordeste e a 16º da América Latina e a brasileira que mais melhorou nos últimos dois anos e a Escola de Administração do Exército Brasileiro.
Sendo assim, o que impede que grandes bandas de rock/heavy metal passem por aqui e sacie a nossa vontade de ver nossos artistas preferidos de perto? Qual a razão de nosso estado, em especial a nossa capital não fazer parte do roteiro dos grandes shows? Acredito que não iremos encontrar essa resposta tão cedo, porém, existem algumas teorias que são amplamente divulgadas tanto pelo público quanto pelos artistas e/ou produtores de eventos.
São diversos problemas que dificultam a realização de grandes shows por estas bandas e um dos principais é a falta de lugares adequados pra isso. Em especial aqui em Salvador, onde não há nenhum tipo de incentivo por parte do governo e os grandes produtores não vêem o rock/heavy metal como um negócio lucrativo, a falta de uma casa de shows digna torna-se uma enorme pedra no sapato daqueles poucos "aventureiros" que tentam movimentar a cena em nossa capital. 
Outro problema diretamente ligado à falta de espaços, é a ausência de público. Hoje em dia observamos diversos shows menores ao redor da cidade que sofrem com a falta de apoio do público. Fica difícil pra um promotor de eventos se interessar em investir num público que se nega a pagar míseros 5 à 10 Reais pra ver as bandas locais ou até de outros estados. Aí surge a questão: Com tantas bandas boas aqui e as pessoas não querem pagar pra ver, como eles podem reclamar de não haver interesse ou maior empenho em trazer "bandas grandes"? Mas deixemos esse assunto pra um próximo post, por enquanto.
Outro grande problema é a segmentação da cena e a briga por espaço provindo das subdivisões dentro do rock e, mais ainda, no Heavy Metal
Mas, e então? O que deve ser feito pra mudar essa situação? Bem... talvez o primeiro passo seria começarmos a apoiar mais (MAIS AINDA) as bandas que integram a cena local, chamar atenção dos produtores para nosso estado e nossa cidade, mostrando que temos sim público e plenas condições de receber grandes shows aqui, como já aconteceu há alguns anos atrás (Certamente os mais velhos devem se lembrar da época em que tivemos Stratovarius, Kreator, Destruction, entre outras grandes que passaram pelo antigo Rock In Rio Cafe *RIP*). Outra coisa que certamente contribuiria positivamente pra que as coisas mudassem, seria haver mais locais adequados pra comportar shows de grande porte. 
Enfim, há um monte de coisas que poderiam ser feitas pra melhorar as coisas por esses lados aqui, mas irei deixar pro próximo post, estou com preguiça e já me prolonguei demais nesse aqui! 
Até a próxima e continuem fazendo sua parte, pois conta muito!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rhapsody Of Fire: The Frozen Tears of Angels

Após a paralisação de todas as atividades da banda em 2008 por problemas com o empresário, os italianos do Rhapsody Of Fire estão de volta a todo vapor com seu novo álbum intitulado “The Frozen Tears of Angels” lançado em abril de 2010.

Passaram-se aproximadamente quatro anos desde o lançamento do ultimo disco de estúdio, o diferente “Triumph or Agony”, porém, esse tempo e os problemas pelos quais a banda passou, parecem ter servido de inspiração na composição do seu novo trabalho.
Logo depois da introdução, "Dark Frozen World", somos bombardeados pela ótima "Sea of Fate" que certamente vai agradar os fãs mais exigentes da banda e ganhar novos sem muito esforço. Repleta de melodias marcantes e um refrão grudento, "Sea of Fate" mostra logo de cara o que podemos esperar das próximas canções, em se tratando de nível de composição. "Crystal Moonlight" vem logo em sequência e mantém o clima vindo da musica anterior. Além de criar uma atmosfera que nos faz relembrar de grandes sucessos da carreira do Rhapsody of Fire, ela também marca uma sutil, porém perceptível, mudança na sonoridade da banda. “Reign Of Terror”, a quarta faixa do álbum nos remete ao antigo Rhapsody, repleta de arpegios e corais marcantes pra nos lembrar a razão pela qual o Rhapsody of Fire se mantém como os reis do Epic Power Metal! Logo na sequência temos a belíssima “Danza Di Fuoco E Ghiaccio”, cantada em italiano com um folk típico da banda, que traz uma suave lembrança de álbuns como “Legendary Tales” e “Symphony Of Enchanted Lands”. “Raging Starfire” retoma o ritmo “power” ao qual já estamos acostumados. Numa quebra total de “clima” temos “Lost In Cold Dreams”, a única balada do álbum. “On The Way To Ainor” e a faixa-título “The Frozen Tears Of Angels” vem manter o equilíbrio. Com um power metal épico típico na primeira e outro mais cadenciado na segunda, a banda consegue manter-se fiel ao estilo que os consagrou e ao mesmo tempo arriscar novos caminhos. Destaque maior para “The Frozen Tears Of Angels” que em seus pouco mais de onze minutos sintetiza um pouco sintetiza um pouco do que foi feito durante o álbum, uma faixa digna que fecha o disco com chave de ouro.
No mais,  com “The Frozen Tears Of Angels”, o Rhapsody of Fire vem mais uma vez mostrar o motivo de serem considerados a melhor banda dentro do seu gênero e mostra que o tempo que ficou inativa não afetou em nada na sua criatividade!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

TME entrevista Alexei Leão (Stormental)

A banda Stormental surgiu na cidade de Florianópolis/SC há cerca de cinco anos. Mesclando o peso do Heavy Metal, a velocidade do Power e muitas partes intrincadas do Prog, a banda vem sendo rotulada como "Raw Prog-Metal" e já conta com duas turnês pela Europa, tocando em diversos países como: Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha, Polônia, República Tcheca e Eslováquia. Após passar o ano de 2010 sem atividades marcantes, a Stormental agora prepara o lançamento de seu novo disco intitulado “Perception Of The Other”. É sobre esse e outros assuntos que eu converso hoje com Alexei Leão, o vocalista da banda.

TME: Pra começar, eu gostaria de saber mais sobre a história da banda. Como surgiu a idéia de montá-la e qual a origem do nome Stormental?

Alexei Leão: O Stormental foi um projeto iniciado em 2005, por mim no vocal, meu irmão Andrei Leão no baixo e pelo Marcos Feminella na bateria, e concretizado em janeiro de 2006 com a entrada do guitarrista Rafael Scopel (substituído em 2008 pelo Hique d’Ávila). Todos tínhamos projetos anteriores com bandas de metal que nos deram experiência para iniciarmos algo novo. Queríamos um nome que tivesse ligação com o som que fazemos então surgiu Mental Storm, tempestade mental, mas para torná-lo original decidimos escrever junto e invertendo a ordem.


TME: Sabemos que a maioria das bandas que segue a linha do metal progressivo, na maioria dos casos, se inspira nas bandas mais conhecidas no gênero como Dream Theater, Symphony x, Pain of Salvation, entre outras. E por mais que se tenha personalidade, uma hora essas influências aparecem. Entretanto, o Stormental consegue fazer um prog mais diferenciado. Queria saber quais as bandas mais influenciam o Stormental? As bandas que admiram e o que serve de referencia pra vocês?

Alexei: Eu sou muito fã de DIO, Tony Martin e Bruce Dickinson, o baixista Andrei gosta do Joey de Maio e Les Claypool, o Marcos gosta de bateras mais clássicos como o Ian Pace e o Hique gosta de guitarristas tipo Paul Gilbert, Marty Friedman e Richie Kotzen. O som que fazemos surge de forma natural. Eu adoro escrever quebradeiras de tempo e várias loucuras, mas não ouço quase nada de prog em casa. Acho que influências sempre existem para qualquer músico, só que nem sempre aparecem explicitamente na música que ele cria.

TME: O Stormental é uma banda relativamente nova e, mesmo assim, já conta com duas turnês européias, passando por países como Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha, Polônia, República Tcheca e Eslováquia. Diga-nos como foi essa experiência, como foi conseguir atingir, em pouco tempo, um mercado tão cobiçado quanto o europeu?

Tour pela Europa em 2006
 Alexei: Cara... foi muito bom! Hoje em dia está cada vez mais difícil tocar no Brasil, tanto pelas distâncias, pela falta de apoio e muitas vezes falta de público e tudo mais. Acho que para nós é mais fácil, e bem mais lucrativo, marcar shows pela Europa. Lá a situação é outra, o pessoal tem mais grana, o público do metal é maior, as casas tem estruturas melhores e vários bares recebem apoio dos governos para se manterem, logo podem pagar melhor as bandas. Estar na estrada tocando é a melhor coisa do mundo e ter o trabalho começando a ser reconhecido no exterior é ótimo.

 TME: O Stormental vem se destacando principalmente por sua sonoridade. O peso do Heavy, velocidade do Power e muitas partes intricadas do Prog. Gostaria de saber como funciona o processo de composição de vocês. Quanto tempo em média leva pra compor e quando vocês consideram a música realmente pronta?

Alexei: A maioria das músicas são escritas por mim e os arranjos são criados por todos. Quanto ao processo em si, não existe uma regra, tudo depende do momento e da inspiração. Muitas vezes nossas músicas começam por uma letra, em seguida uma melodia de voz com harmonia, outras vezes surge um riff de guitarra e depois o restante vai se desenvolvendo... é bem variado no final das contas. Eu tenho ‘surtos criativos’ que aparecem de vez em quando, e nesses momentos eu consigo escrever várias músicas do começo ao fim em um único mês, mas às vezes fico meses sem inspiração e sem escrever nada. No Stormental consideramos uma música pronta apenas depois que ela teve sua versão final gravada, antes disso tudo pode mudar. (rsrsrs)

TME: A banda também vem sendo comentada por suas atitudes inovadoras e ousadas como, por exemplo, disponibilizar o primeiro álbum pra download e também os singles. Qual foi o principal motivo de vocês disponibilizarem o álbum totalmente grátis?

Alexei: Nós fazemos isso desde o início da banda, em 2006, quando muitos nem cogitavam essa hipótese ainda. Desde aquela época nós percebemos que pouca gente ainda comprava CD, que virou quase um item para colecionadores. Ele ainda é importante para dar credibilidade e tudo mais, mas é impossível lutar contra o mp3, então a melhor forma é usar o download a seu favor. Quanto mais gente baixar as músicas e conhecer a banda, mais shows faremos, pois tocar ao vivo é o principal motivo da banda existir.

TME: A propósito, deixar o álbum disponível gratuitamente não interfere na venda do material físico?

Alexei: Acho que não, pois quem gosta de ter o material físico ainda compra o CD, quem quer ter apenas o mp3 vai conseguir de alguma forma. Então achamos melhor que as pessoas baixem nosso material direto do nosso site oficial, onde a podemos garantir a qualidade dos arquivos.

TME: Vocês pretendem disponibilizar os próximos álbuns também?

Alexei: Sim, sem dúvida!

 TME: Falando em inovação, ano passado vocês realizaram o espetáculo “Perception Of The Other”, escrito em parceria com a Siedler Cia de Dança. Gostaria de saber de onde surgiu essa idéia de unir dança contemporânea e Heavy Metal?

Alexei: Eu escrevo trilhas sonoras para espetáculos de dança já faz algum tempo. E tenho uma parceria com a Siedler Cia de Dança desde sua criação em 2003. Escrevi as trilhas de todos os espetáculos dessa companhia, e sempre utilizei guitarras distorcidas e elementos do metal nas composições. A coisa toda foi uma evolução natural, escrevi a música In Front of You para ser usada num espetáculo deles e a partir daí vimos que as linguagens da dança contemporânea e o heavy metal casavam muito bem. O resultado foi o Perception of The Other.

TME: E como o público em geral reagiu essa mistura inusitada?

Alexei: Eu achava que boa parte do pessoal ficaria meio chocado, sem entender nada, tanto o público do heavy metal quanto o de dança, mas a resposta geral foi excelente. Estamos escrevendo alguns projetos para leis de incentivo a cultura, para circularmos com esse espetáculo, e daí poderemos avaliar melhor a reação de outros platéias. (rsrsrs)
 
TME: “Perception Of The Other” é também o nome do novo álbum de vocês que vai ser lançado junto com um DVD. Por acaso esse DVD vai conter alguma coisa desse espetáculo que vocês realizaram?

Alexei: Sim, com certeza. Junto com CD da trilha sonora vai sair um DVD com uma super produção da apresentação de estréia.

TME: No primeiro DVD vocês tocam uma música nova que fará parte do novo disco. Uma música que se mostra um pouco diferente do que vocês vêm fazendo. Ainda mais por ser a maior música da banda até o momento. Baseado nisso, o que podemos esperar desse novo álbum? As novas composições irão seguir essa linha ou a fórmula continua a mesma?

Alexei: Na verdade não trabalhamos com fórmulas, a gente escreve as músicas sem pensar no formato e tamanho que elas vão ter. Essa música nova, A Miserable Life, foi escrita para o Perception of The Other, que estávamos começando a trabalhar na época em que gravamos o DVD Mental Live Storm. Ela é realmente um pouco diferente de tudo que fazemos por ser mais prog e mais longa, mas ela saiu assim naturalmente. O que queríamos passar com ela, com a letra, naquele momento era aquilo mesmo. Mas, honestamente, ela não representa bem o que vai ser o CD do Perception of The Other, pois a maioria das músicas novas estão mais curtas, mais diretas e ao mesmo tempo bem quebradas.

 TME: Já há uma data especifica para o lançamento do novo material?

Alexei: Queremos lançar logo, mas acho que vamos esperar o começo do ano que vem para lançar.

TME: Pra finalizar, quais os planos da banda  para 2011?

Alexei: No ano de 2010 ficamos praticamente parados, demos um tempinho para voltarmos com fôlego e força total em 2011. Tudo o que fazemos é intenso então precisávamos dessa pausa. Em 2011 queremos fazer mais uma turnê na Europa e estamos agilizando para fazer a primeira pelo Brasil, divulgando o Perception Of The Other.

TME: Muito obrigado pela entrevista. O espaço é todo seu, fique a vontade.

Alexei: Muito obrigado ao Blog The Mind’s Eye e a todo mundo que leu até aqui. Esperamos poder tocar pelo Nordeste em breve. Muito metal na veia de todo mundo!!

A Stormental é:

Alexei Leão - Vocal
Andrei Leão - Baixo
Hique D'ávila - Guitarra
Marcos Feminella - Bateria


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dark Tranquillity: We Are The Void

Com tantos lançamentos interessantes neste ano, um que certamente não poderia passar despercebido, é o novo álbum dos suecos do Dart Tranquillity intitulado “We Are The Void”, lançado no mês de fevereiro. 

“Shadow in Our Blood” abre o disco sintetizando o que vem pela frente. Percebemos logo de cara que a banda resolveu arriscar um pouco mais e investir em mais músicas cadenciadas, algo que já vinha sendo notado nos últimos lançamentos.
 Apesar dessa sonoridade mais cadenciada, ainda temos várias amostras do Dark Tranquillity de outrora com aquelas linhas melódicas e saltos de cordas guiadas por uma linha de bateria mais "bate-estaca" como, por exemplo, nas faixas “The Fatalist” e “I Am The Void”. Um dos pontos altos são as poucas vezes em que o Mikel faz uso de vocais limpos como em “The Grandest Accusation”, “Her Silent Language” e “Iridium” que fecha o álbum com chave de ouro ao longo de mais de seis minutos. Com certeza um disco que mostra o porquê de o Dark Tranquillity ser uma das bandas mais influentes do melodic death Sueco. Um álbum obrigatório para qualquer fã dessa magnífica banda!